História da Família
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Os
primórdios da nossa Família
Datam do período de março de 1209
e março de 1210 as primeiras peças de informação sobre a
origem da Família Lugon-Moulin, que se desenvolveu na região do
Vale do Trient, no Cantão do Valais, Suiça, em grande parte nas
cidades sublinhadas no mapa abaixo.
A origem do sobrenome Lugon
nos remete a Jean de Salvan, nascido em aproximadamente 1170-1180,
em Salvan. Ele era irmão de Pierre de Salvan e tinha dois filhos,
Philippe e Pierre-o Jovem. Esta Família foi a mais importante do
Vale do Trient por quase dois séculos, e tinha a posse dos
moinhos de água de Salvan.
Philippe de Salvan teve vários filhos, entre eles Martin de Salvan. Este, estando em conflito com seu tio Pierre-o Jovem, muda-se para Finhaut com seus 7 filhos em cerca de 1250-1260, e inicia a primeira comunidade morando naquela nova vila. Com isso, passou a ser conhecido como Martin de Finhaut. Um de seus filhos, Hugues de Finhaut, tornou-se, como alguns de seus irmãos, um dos homens mais proeminentes daquele Vale, no início do século XIV.
A
gênese do sobrenome
Em 1332, um de seus filhos, Jean ly
Hugo passou a levar o novo sobrenome: Hugon.
Seguindo o caminho do pai, ele e seu filho Guillaume continuaram
a estar desempenhando importantes responsabilidades no Vale
durante o século XIV. Já perto do fim do século XV, um de seus
descendentes, Pierre Hugon, construiu pela primeira vez um moinho
em la Cotze de Finhaut.
No início do século XVI, ele é conhecido como Pierre Hugon du
Moulin (do Moinho).
Alguns de seus
descendentes, mudando-se de la Cotze
de Finhaut, permaneceram com o sobrenome Hugon. Alguns outros
adicionaram o artigo le
antes do nome, criando o sobrenome Lugon. Os descendentes de
Pierre que continuaram em la Cotze
de Finhaut foram se tornando gradualmente Lugon-Moulin, através
da adição do le (le
Hugon du Moulin) da mesma forma que os Lugon. 
Na figura ao lado, a semelhança dos Brasões:
Já na atualidade,
e exclusivamente no Brasil, alguns registros de descendentes dos
imigrantes Lugon-Moulin suprimiram o "Lugon" do nome,
deixando apenas "Moulin". Outro ponto a ressaltar também
é que Geneviéve, quando solteira, era Lugon e, ao casar-se com
um Lugon-Moulin, ela passou a carregar este sobrenome, bem como
seus filhos. Dessa forma, seus descendentes brasileiros tem
perfeitamente ascendência tanto Lugon como Lugon-Moulin.
A
Família na Suiça
Desde o século
XIII, a Família teve participação ativa na política de Trient,
Salvan e Finhaut (cidades do Cantão de Valais). Mais
contemporaneamente, a família Lugon-Moulin participa com vários
representantes que presidem a Comuna(prefeitura) de Finhaut.
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Acima temos duas imagens de Finhaut, no Valais. À esquerda, vista parcial da cidade no verão ; À direita, vista da Estação de Trem, com parte da cidade ao fundo.
Passados mais de 160 anos sem qualquer intercâmbio entre a descendência suíça e a brasileira dos Lugon-Moulin, surge o interesse e os primeiros contatos com o Cantão do Valais, de onde emigraram os Lugon e os Lugon-Moulin. Descendentes do Brasil e da Suíça pesquisavam visando descobrir todos os detalhes da história de nossa Família.
Vale destacar que, despertado o interesse de ambos os lados, tanto no Brasil quanto na Suíça (mais precisamente em Finhaut, no Valais), iniciou-se um intercâmbio no sentido de fazer estudos e pesquisas genealógicas tentando resgatar e saber por onde estariam os descendentes daqueles que, em 1819, deixaram o vilarejo de Châtelard, no Cantão de Valais, com destino ao Brasil.
A
busca em conhecer a História da Família no Brasil
Em 1983, através
do escritor e historiador Alexandre Carron e da jornalista Marie
Jo-Moix, fica evidenciado o grande interesse do Cantão do Valais
pelos seus descendentes em geral espalhados pela América do Sul.
Carron inclusive já havia escrito um livro a respeito da imigração,
mas se referia a todos os Cantões. Quem colocou prioridade aos
Lugon-Moulin foi o primo Denis Lugon-Moulin, de Finhaut. Este,
juntamente com sua esposa, vieram ao Brasil em 1986, numa
comitiva oficial a convite da prefeitura de Guaçuí -ES, cujo
prefeito na época era Luiz Ferraz Moulin. A comitiva trazia também
outro primo e presidente da Comuna de Finhaut: Maxime Gay-des-Combes,
que é descendente de Lugon-Moulin. Completando a comitiva
estavam Alexandre Carron e Marie Jo-Moix.
Vindo em missão oficial foram recepcionados pela prefeito de Guaçuí, que é um estudioso da História da Família e já conhecia bastantes dados de nossos ancestrais na Suíça. O intercâmbio a partir dessa data estava selado e iniciavam-se as buscas de nossa história pelo Brasil. Para saber por onde trilharam seus caminhos, quem eram, quantos eram, o que fizeram, etc. Uma coisa todos constataram logo no início: os Lugon-Moulin do Brasil eram muito mais numerosos que os da Suíça.
Meses antes, como que guiados pela força de uma união familiar abençoada por Deus, começáramos no estado do Rio de Janeiro, em Duque de Caxias, no dia 12 de outubro de 1985,o 1° grande Encontro geral de todos os parentes de sobrenome Lugon, Lougon, Lugão, Moulin, Mulim (a grafia dos registros não importava), para se confraternizar, conhecer e rever parentes que há muitos anos não se encontravam e nem sabiam da existência uns dos outros. (Mais detalhes na matéria Encontrões Anuais).
A partir desses
dois eventos : do dia 12/10/85 em Duque de Caxias e 29/6/86 em
Guaçuí, o interesse para refazer e registrar a História da Família
aumentou na mente de muitos parentes e a reconstituição genealógica
se tornou possível com a colaboração preciosa de inúmeras
pessoas que até então desconheciam suas origens e a grande
descendência existente no Brasil, concentrada no Rio de Janeiro
e Espírito Santo.
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