Vinda da família
para o Brasil
![]()
A decisão
de emigrar
Em 1808, D. João VI realizou a
abertura dos portos do Brasil às Nações amigas, trazendo
modificações no panorama geral do Império. Em 1818, o Governo
Imperial autorizou a primeira imigração não-portuguesa para o
Brasil, tendo a imigração suiça inaugurado essa abertura, que
depois foi seguida por alemães, italianos, poloneses etc.
Os suiços, na época, atravessavam uma terrível crise e fome. O desequilíbrio entre demografia e recursos econômicos foi o fato mais importante na decisão das famílias de se inscreverem para deixar sua Pátria e partir rumo à América do Sul. Vir para o Brasil era uma forma de escapar da miséria e da morte.
Foi do Cantão do Valais que partiram os Lugon e Lugon-Moulin, juntando-se a outras Famílias também desse Cantão e dirigindo-se para a Holanda, local de embarque para o Novo Mundo. Ao todo foram 2.006 pessoas, dentre os quais estavam os nossos ancestrais, que embararam no porto de Estavayer-le-lac, no dia 4 de julho de 1819. O destino: Brasil, para a localidade de Morro Queimado, hoje Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
A
travessia do oceano
A viagem da Suiça até Nova
Friburgo foi uma verdadeira epopéia, devido à ocorrências de
infortúnios, que deixaram um saldo de 400 mortos. No caso
particular dos Lugon e Lugon-Moulin não houve registro de
nenhuma morte. Todos chegaram ao porto do Rio de Janeiro.
Os Lugon que vieram foram: Joseph Emmanuel Lugon (irmão de Geneviéve), sua esposa e 8 filhos. Os Lugon-Moulin foram: Geneviéve (viúva do primo, que era Lugon-Moulin) e seus 4 filhos: Jerémie (o mais velho), Catherine, Joseph Emmanuel e Marie.
Ao lado, o pequeno
cofre trazido por Geneviéve Lugon-Moulin, no qual ela guardava
seu dinheiro reserva.
Geneviéve, como era viúva, não poderia realizar essa viagem, mas com muita disposição e luta ela obteve uma autorização especial para viajar. Mesmo assim temia encontrar dificuldades para o embarque no porto na Holanda pelas autoridades aduaneiras. Quando veio residia na localidade de Chatelârd, entre a fronteira com a França e o vilarejo de Finhaut, nos Alpes suiços, próximo ao Monte Branco (Mont Blanc), montanha mais alta da Europa.
Juntamente com as demais Famílias que conseguiram sobreviver à longa jornada da viagem, chegaram as 7 embarcações no porto do Rio de Janeiro, umas mais rapidamente, outras mais demoradas. As embarcação Heureux Voyage, na qual vieram nossos ancestrais, chegou com 69 dias.
Aqui no Brasil esse pessoal
ia se dirigindo para a localidade de Morro Queimado. Os suiços,
embora pobres e sofridos pela fome e miséria, não eram nada
bobos. Logo perceberam que muitas das promessas oferecidas era
uma grande ilusão. Isso os deixava ainda mais abatidos e
infelizes mas não havia como voltar atrás. O filho mais velho
de Geneviéve, Jerémie, iria travar com as autoridades do Império
uma série de reclamações que culminaria, em 1823, na devolução
da área e casa recebidas para mudar para a região de Cantagalo
às próprias custas. Veja mais detalhes no link sobre por
onde passou a Família no Brasil.
Colabore
com a Associação de nossa Família: seja Membro Contribuinte.
Entre em contato conosco !!
Volta à página
principal
História da Família || Por onde passou a Família no Brasil || Encontros Anuais || Sobre a Associação Geneviéve Lugon-Moulin || E-mail ![]()